segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Conhecer o inimigo - “Os Radicais Livres” e saber nos proteger!



O radical livre é um átomo ou molécula com um electrão isolado na sua órbita externa. Na prática, toda a molécula necessita de ter na sua órbita electrões aos pares, quando isso não acontece, a mesma se torna extremamente instável.

São vários os factores e fontes, que promovem a formação dos radicais livres em nosso organismo, de salientar o oxigénio que inspiramos (vital para a nossa sobrevivência, contudo uma pequena percentagem se transforma em radical livre – o superóxido), o sol, radiação, medicamentos, alimentos, conservantes, estabilizantes, a oxidação das gorduras (denominada por peroxidação lipídica) e o próprio metabolismo normal do organismo, que liberta radicais livres.

Em condições normais, existe um equilíbrio no nosso organismo, em que a produção desses radicais livres não ultrapassa a capacidade antioxidante do nosso sistema enzimático endógeno, que pode ser ainda apoiado pelo sistema antioxidante exógeno (através da ingestão de alimentos ricos em vitaminas, minerais e certos aminoácidos com funções antioxidantes ou através de suplementos desses mesmos nutrientes).

Podemos então dizer que o perigo é real e preocupante, quando esse equilíbrio não acontece, ou seja, quando a formação de radicais livres é superior à capacidade antioxidante do organismo, desenvolvendo-se assim o chamado “stress oxidativo”. Aí o organismo fica susceptível a desenvolver estados patológicos, isto porque os radicais livres atacam e alteram o ADN, as estruturas celulares, em especial as membranas celulares constituídas essencialmente por lípidos, ou seja, gorduras. Essas alterações membranares vão se repercutir sobretudo no próprio funcionamento da célula, ficando esta assim mais sensível a ataques de agentes infecciosos, químicos ou mesmo hormonais.

Actualmente, a ciência atribui, cada vez mais, aos radicais livres em excesso como sendo a causa ou consequência das mais diversas doenças crónicas degenerativas, assim como as doenças auto-imunes e principalmente as doenças infecciosas e/ou inflamatórias.

Conclusão: não podemos de modo algum negligenciar a importância de combater o já referido stress oxidativo e assim prevenir e manter uma saúde plena com qualidade de vida.

E agora perguntam: Como poderemos combater o Stress Oxidativo?
Como já foi anteriormente mencionado, todos nós temos capacidade enzimática de combate aos radicais livres, mas para que funcione a 100%, o nosso organismo não poderá ter deficiências nutricionais, isto porque certas vitaminas, minerais e aminoácidos são considerados co-factores e fundamentais à síntese e bom funcionamento desses complexos enzimáticos.
Para a obtenção desses nutrientes básicos e essenciais temos a alimentação, que deve ser variada e equilibrada e como complemento a suplementação, que cada vez mais é crucial, pois os alimentos já não possuem a riqueza nutricional de outrora e pior é que passam por processos de tratamento, muitos à base de químicos, que vão ser esses mesmos, um dos factores de formação de radicais livres.
 
Nutrientes essenciais com acção antioxidante:
Vitaminas complexo B
Vitaminas A, C e E
Os bioflavonoides como a quercitina, hesperidina, rutina, etc..
Minerais como o Zinco e o selénio
Aminoácidos como a metionina, cisteina
Glutationa (formado por 3 aminoácidos: cisteina, acido glutamico e glicina)

Mas podemos ter também componentes antioxidantes nas plantas, tais como:
Ginkgo biloba (Gikgo biloba L)
Cardo mariano (Silybum marianum L)
Curcuma (Curcuma longa L)
Chá Verde (Camellia sinensis L)
Pau de Arco (Tabebuia avellanedeae L)


Fontes:
Olszewer, Efrain – Clinica Ortomolecular (2ª edição). Edições Roca
Jurasunas, Serge – Revolução na Saúde (2ª edição).Editora Natipress

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A Importância das Vitaminas em Medicina Preventiva e Curativa


Já em 1973 Albert Szent-Gyorgyi, o cientista que isolou a vitamina C, dizia que as vitaminas se fossem utilizadas correctamente, podia-se ter resultados fantásticos na melhoria da saúde humana. No entanto, ainda hoje, mais de 100 anos depois, não damos o devido valor a estes nutrientes em medicina preventiva e curativa.
 
Isto acontece em grande parte pelas barreiras postas pela medicina alopática, que apenas usa uma ou outra vitamina, mas sem dar o devido valor às mesmas.
 
As vitaminas são essenciais para o bom funcionamento do organismo e combate a doenças. Fazem parte de reacções enzimáticas, na síntese de hormonas e neurotransmissores, metabolismo dos hidratos de carbono, proteínas e gorduras, são antioxidantes na sua maioria, protegendo-nos assim das consequências nefastas produzidas pelos radicais livres, entre muitas outras funções. Podemos assim, concluir, que as vitaminas são nutrientes vitais à saúde, no pleno sentido da palavra.

E já que iniciei a falar da vitamina C e uma vez que estamos numa altura propícia na prevenção de gripes e infecções, nada mais interessante do que ficarmos a conhecer um pouco mais esta fantástica vitamina e a sua importância.

Eis algumas da suas funções:  

1.Essencial para síntese de colagenio, proteína indispensável para a formação do tecido conjuntivo 
2. Combate as infecções bacterianas e virais
3. Diminui a incidência para a formação de coágulos sanguíneos 
4. Protege contra certos agentes cancerígenos (nitrosaminas) 
5. Importante no metabolismo do cálcio
6. Promove a absorção do ferro e facilita o armazenamento do mesmo na espinal medula, baço e fígado
7. Síntese de hormonas: adrenais, tirosina, oxitocina, colecistoquinina
8. Fortalece o Sistema Imunitário 
9. Considerado um potente antioxidante; Potencializa o efeito de outros antioxidantes; evita a oxidação do LDL-colestero 
10. Actua como anti-histamínico na prevenção das reacções alérgicas