segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Em caso de obstipação: Qual o tipo de laxante que devo escolher?

Muitos de nós em determinada altura já sentiu necessidade de recorrer a um laxante de forma a regularizar o trânsito intestinal.
A obstipação pode ser ocasional ou crónica e surge essencialmente por más opções alimentares. Actualmente a alimentação é rica em gorduras, hidratos de carbono refinados e muito pobre em fibras e líquidos, onde acresce ainda questões de stress, sedentarismo e abuso excessivo de medicamentos.
Como consequência verifica-se cada vez mais o uso e “abuso” de laxantes. Mas o grande problema reside no tipo de laxante que as pessoas utilizam, que por desconhecimento pessoal ou má informação de quem aconselha, recorrem a substâncias, ainda que digam ser naturais, que são extremamente danosas à mucosa do intestino grosso, podendo provocar a médio, longo prazo ulceração intestinal, para além que são substâncias que provocam habituação, logo a partir de determinada altura deixam de fazer o devido efeito.
E agora perguntam: Quais as substâncias que devo evitar e quais as que devo procurar?
Então é assim, devem essencialmente evitar as plantas que contenham nos seus constituintes os heterósidos antraquinónicos, pois são estes constituintes que provocam uma acção laxativa ou purgante por acção de irritar a mucosa intestinal, para além que criam habituação originando um cólon sem movimento, ou seja, um cólon catártico (perda de inervação intrínseca, hipotrofia do músculo liso e alterações electrolíticas, nomeadamente a perda de potássio).
Plantas a evitar, seja em chã ou suplemento:
Sene (Cassia angustifolia)   
Amieiro-negro (Rhamnus frangula)
Cáscara-sagrada (Rhamnus purshiana)
Sumo de Aloé (Aloe barbadensis)
Ruibarbo (Rheum officinale)
Nota: estas plantas apenas são aconselhadas numa situação ocasional.

Em contrapartida devem procurar plantas ou sementes ricas em fibras, gomas e mucilagens. As mucilagens ajudam a aumentar o bolo fecal por reterem a água e estimulam, por via reflexa, o peristaltismo, de uma forma segura e não por irritação como vimos nas plantas a evitar.
Plantas e sementes aconselhadas:
Sementes de linho/linhaça (Linum usitatissimum)
Semente de ispagula (Plantago ovata)
Sementes de psílio (Plantago afra)
Konjac (Amorphophallus konjak)
Guar (Cyamopsis tetragonolobus)

Cuidados a ter: Por serem ricas em fibras e mucilagens podem evitar a absorção nomeadamente de medicamentos. Assim, se estiver a tomar qualquer tipo de medicação não deve ingerir ao mesmo tempo. Deve-se fazer as tomas isoladamente.
Sempre ingeridas com uma boa quantidade de água, para se evitar obstrução intestinal.

Agora relembro, que na maioria dos casos, mesmo havendo a necessidade de recorrer a tais substâncias para ajudar a regular o funcionamento do intestino, o principal é sem dúvida alterar os hábitos de vida, melhorar a alimentação e a ingestão de água, só assim poderemos ir à causa do problema.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Manter o Fígado saudável e assim contribuir conscientemente para um estado de saúde


Todos sabemos que o fígado exerce várias funções essenciais ao nosso metabolismo e consequentemente à nossa saúde, ainda assim, não só o não valorizamos o suficiente, como ainda descuidamos e o “mal tratamos” sem pensar nas consequências.
Considero assim relevante lembrar as funções hepáticas e ainda a importância de mantermos este órgão o mais saudável possível. 
Destaco assim funções como:
  • Desintoxicação de tóxicos químicos, álcool, hormonas, alergenios, imunocomplexos, metabolitos microbianos;
  • No metabolismo, a produção de bílis, colesterol, globulinas, albumina, factores de coagulação, factor de tolerância à glicose, glutationa; Induz a conversão de glicose em glicogénio, glicogénio em glicose, aminoácidos em glicose, gorduras em energia, glicose em gordura, gordura em fosfolípidos, betacaroteno em vitamina A e síntese de aminoácidos não essenciais;
  • Tem ainda função de armazenamento, nomeadamente: glicogénio, sangue, vitaminas A, D e B12 e ferro.
Como podemos verificar é de extrema importância termos consciência das agressões que cometemos diariamente nos mais diversos abusos (álcool, medicamentos, aditivos e tóxicos nos alimentos, etc…) para que deste modo possamos evitá-los.

A Naturopatia tem igualmente um importante papel no processo de desintoxicação e protecção hepática, pois através da Fitoterapia, ou seja, através do benefício terapêutico de determinadas plantas, como as tão conhecidas alcachofra, cardo mariano, dente-de-leão, curcuma é possível depurar e proteger a célula hepática. 
Mas relembro outro conceito importante que é o de não se auto-medicarem, pois o que é natural também tem contra-indicações e efeitos secundários, daí ser fundamental os conselhos de um naturopata especializado.