Todos nós já ouvimos falar muito de
vitamina C e seus benefícios, principalmente no Inverno no combate às gripes e
constipações, mas será que estamos a tomar a dose certa que efectivamente vai
ajudar a combater ou acelerar o processo de cura?
Antes de responder a esta pergunta, vale a pena relembrar algumas das principais funções da vitamina C
(Ácido Ascórbico).
Entre elas, destacam-se:
Entre elas, destacam-se:
- Ser antioxidante - muito importante por inactivar o radical livre hidroxila, uma vez que o organismo não contém um sistema antioxidante endógeno próprio para inibi-lo; proteger a vitamina E após esta reduzir um peróxido lipídico.
- Melhorar o sistema imunitário - forma parte do ascorbato leucocitário que mantém a actividade fagocitária, assim como a actividade e movimentação dos leucócitos (glóbulos brancos) em inibir os agentes estranhos que entram no organismo.
- Ser um factor importante na síntese e manutenção do colagénio, que é essencial a aproximadamente 90% dos tecidos.
- Aumentar a absorção de ferro e assim prevenir anemias.
O organismo não pode fabricar a
sua própria vitamina C, daí ter de ser obtida ou através da alimentação ou
através da suplementação e hoje sabemos que deficiências nutricionais são um
factor de risco para o desenvolvimento de diversas doenças.
Voltando à questão das doses,
muitos autores falam que efectivamente a vitamina C tem um potencial enorme,
agora não numa dose insuficiente, como é a dose diária recomendada que ronda os
100mg em adultos. As doses baixas, como muitos estudos mostram, não dão resultados clínicos.
As nossas necessidades actuais
são enormes, devido à poluição, à má alimentação e aos nossos hábitos de vida, que para
termos um efeito curativo têm que ir muito além dessa dose de 100mg.
Em
Ortomolecular fala-se de doses substancialmente mais altas, aliás segundo
alguns autores, estes dizem que para encontrarmos a nossa dose certa (em termos curativos) temos de ir tomando ao longo do dia 1 a 3.000 mg, sempre com uma boa percentagem de água, até termos a nossa tolerância intestinal, ou seja, assim
que tínhamos sintomas de uma ligeira diarreia ou desconforto, encontramos a nossa dose curativa que no momento estamos a precisar.
Hoje em dia, a meu ver, 1.000mg é uma boa dose preventiva para adulto. Mas se estivermos perante uma gripe que seja, as doses iniciais podem ir mais além de uma forma segura – 6.000mg, 9.000mg ou até mais dependendo das necessidades de cada um em particular. Obviamente depois da fase aguda, baixamos novamente para a dose preventiva.
O importante é, sem dúvida, irmos suplementando de forma preventiva, pois cada vez mais se constata que a vitamina C através da alimentação é muito insuficiente face às nossas necessidades. Destaco principalmente aqueles grupos de pessoas com algum risco - fumadores/patologias crónicas, pois está mais que comprovado a deficiência desta vitamina nestes grupos de pessoas.
Boas escolhas!
Fontes:
Olszewer Efrain, Clinica Ortomolecular (2ª Edição), Roca
2008.



