quinta-feira, 15 de julho de 2021

 Como tirar o maior proveito das plantas

Venha conhecer as preparações galénicas mais utilizadas no dia-a-dia


(Artigo publicado na Revista Espaço Aberto)
Tema Saúde / Publicado na revista Nº 21
https://www.revistaespacoaberto.pt


Desde sempre, que o homem procurou formas de combater a doença e estados que o atormentavam. No Paleolítico iniciou-se com certeza através da utilização de plantas, derivados de animais e minerais para fins curativos.

Ao longo dos tempos, foram muitos os que contribuíram para o vasto conhecimento que temos hoje disponível e que podemos utilizar no nosso dia-a-dia na prevenção ou tratamento de patologias.

Uma das referências na história é Galeno, médico grego, que nasceu no século II d.C., e que foi uma grande personalidade da sua época. Uma das suas grandes obras é De methodo Medendi (A Arte de Curar), onde desenvolve assuntos como as propriedades e a composição dos medicamentos simples e compostos, tendo por base a doutrina hipocrática. Descreveu nas suas obras a importância da correcta prescrição, o modo de administração, a quantidade necessária do princípio activo para exercer efeito terapêutico e a duração do tratamento. A evolução de todo o conhecimento terapêutico que Galeno ofereceu fez com que este fosse intitulado como o “Pai da Farmácia”. Foi ele quem sistematizou pela primeira vez as matérias-primas necessárias à preparação dos medicamentos e a sua preparação como nunca tinha sido feita. Descreveu perto de 500 fármacos vegetais e outros de natureza animal e mineral, tendo estudado as suas propriedades terapêuticas, classificando-os e sistematizando-os.

Daí as chamadas “preparações galénicas”, ou seja, todas as formas de utilizar as plantas para extracção dos seus princípios activos, tais como: infusão, decocção (também conhecido por cozimento), tintura, maceração, etc.

Hoje, através deste artigo, venho dar a conhecer melhor a infusão, a decocção e a maceração, pois são as preparações mais utilizadas e muito fáceis de elaborar para que possa em casa tirar o melhor proveito das plantas no seu autocuidado diário.

1. A infusão prepara-se com a colocação de água a ferver sobre uma ou mais plantas, sendo as partes mais utilizadas as folhas, flores ou partes aéreas floridas. Deixa-se actuar 5 a 15 minutos, côa-se e está pronta a beber. Esta é uma das formas mais antiga, mas ainda hoje muito usada na fitoterapia popular.

Sugiro como exemplo: uma infusão de hortelã-pimenta (Mentha x piperita L.). Esta tem propriedades excelentes quer no aparelho respiratório com acção mucolítica, expectorante e descongestionante das vias aéreas, quer no aparelho digestivo, como espasmolítico, carminativo, digestivo e colerético.

2. A decocção, também muito conhecida por cozimento, deve ser preparada por fervura, ou seja, a parte da planta vai a ferver junto com a água cerca de 10 a 15 minutos.

Normalmente aqui as partes mais utilizadas são os caules, cascas e raízes. Neste caso temos como exemplo: o gengibre (Zingiber officinale Roscoe) muito utilizado nos resfriados e no combate aos enjoos. Uma outra sugestão é o alcaçuz (Glycyrrhiza glabra L) com excelentes propriedades anti-inflamatórias quer do aparelho respiratório quer gastrointestinal. De referir uma das principais precauções no uso do alcaçuz de forma continua - esta planta devido ao seu efeito mineralcorticoide vai elevar a tensão arterial. Aliás recomenda-se fazer tratamentos de uso descontínuo, ou seja, fazer pausas principalmente se o uso for através de suplementos.

3. A maceração é uma preparação líquida resultante de uma extracção, que pode ser através de água ou gordura. Podemos preparar uma maceração colocando as partes da planta a utilizar num frasco limpo. Depois enche-se o frasco com o líquido que vai ajudar a extrair os princípios activos, como por exemplo: o azeite. Obviamente temos muitas outras opções de gorduras vegetais, tais como: óleo de abacate, jojoba, onagra, sendo todos eles excelentes para a hidratação e regeneração da pele.

O tempo de duração deste preparado pode ir até às 3 semanas, devendo ser agitado 1 vez ao dia. No final, coamos com uma gaze ou filtro de café para outro frasco, de preferência sempre escuro e colocamos uma pequena etiqueta com o tipo de maceração e data da preparação.

A título de exemplo, vou sugerir um simples, mas muito terapêutico, macerado de alfazema e calêndula com óptimas propriedades anti-inflamatórias, calmantes e regeneradoras para a pele, quer através de uma massagem, quer aplicado directamente em zonas afectadas com dermatite, eczema, irritação, etc. No final podemos potenciar ainda mais este macerado com a adição de óleos essenciais para o efeito desejado.

Resumindo, existem várias formas de preparações galénicas, umas mais simples, outras mais complexas. Aqui relembro três óptimas sugestões (Infusão, decocção e maceração). Todas elas muito simples de se fazer no dia-a-dia e que nos auxilia na saúde e bem-estar.

Ana Sofia Silva


Fontes:

quarta-feira, 10 de março de 2021

 



                Workshop:

Comer bem para viver melhor”



Se queres rever conceitos ou aprender ainda mais sobre esta temática com dicas e sugestões este workshop é para ti .


Data: 20 de Março 2021

Horário: 15-18h

Formação: Online. Será enviado um link de acesso a todos que estejam inscritos.


Programa:

  1. Conhecer alguns conceitos inerentes à alimentação e nutrição;

  2. Saber identificar os alimentos a privilegiar e a evitar na sua dieta alimentar e qual o seu motivo;

  3. Confecção dos alimentos

  4. Receitas e sugestões

  5. Outras dicas para uma vida saudável

Valor: 15,00€


Para mais informações em como te podes inscrever, envia um email para sofia.naturopatia@gmail.com

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

A importância das plantas medicinais na nossa saúde

 Artigo publicado na revista Espaço Aberto (publicação nº 16 - Agosto 2020) www.revistaespacoaberto.pt


As plantas medicinais são usadas em prol da saúde há milhares de anos. Inicialmente eram utilizadas de uma forma empírica, sendo através da sua experimentação, que os povos selecionavam as plantas de maior interesse.

Existem várias referências históricas, que nos mostram a evolução da sua utilização no tratamento das mais variadas patologias e temos como exemplo, o Papiro de Ebers (1500 AC), que é uma colecção de 800 fórmulas, onde se encontra as indicações sobre 700 drogas locais e exóticas (papoula, ginseng, rícino, romã, mandrágora, mirra, incenso, aipo, coentro, azeite) usadas no tratamento de doenças internas, de afecções oculares, ginecológicas e dermatológicas.

Actualmente, todos nós recorremos ao poder terapêutico das plantas para prevenir, atenuar ou tratar sintomas e patologias. Cada vez mais, temos ao nosso dispor informação credível e científica, que nos vem comprovar e assegurar as acções terapêuticas dos seus constituintes activos.

Quem nunca tomou um chã de camomila para uma dor de estômago ou um chá de cidreira para acalmar? Desde muito cedo que somos habituados a introduzir nos nossos hábitos a toma de um chá, inicialmente porque a mãe ou a avó nos diz que faz bem, posteriormente porque vamos querendo saber mais e optar por opções com menos efeitos secundários e é aí que continuamos a recorrer às plantas medicinais.

Como mencionado anteriormente, são os constituintes activos que dão às plantas os vários efeitos terapêuticos, tais como: anti-inflamatório, analgésico, ansiolítico, protector hepático, venotónico, etc.

Agora, nunca devemos esquecer que o que é natural também pode provocar dano, ou seja, devido a estes constituintes activos que têm as suas acções farmacológicas, estes podem interagir com medicamentos, podem provocar ou potenciar sintomas e alguns podem até provocar toxicidade.

A título de exemplo, vamos conhecer um pouco melhor o potencial terapêutico da Alfazema ou também muito conhecida por Lavanda (Lavandula angustifólia Miller) e alguns cuidados a ter.

Esta é, sem dúvida, uma planta muito utilizada no Sistema Nervoso, principalmente nos casos de ansiedade, stress, depressão e insónia. O seu óleo essencial é o constituinte mais estudado farmacologicamente, onde predomina o linalol, acetato de linalilo, entre outros. Podemos utilizá-la através das suas partes aéreas floridas numa infusão ou então o próprio óleo essencial, que é muito usado em aromaterapia.

Pode dizer-se que este óleo essencial é um poderoso complemento terapêutico, por via da inalação, tópica ou mesmo ingestão. No entanto, ressalvo que a via da ingestão implica mais cuidados e conhecimentos, pois um uso abusivo, doses não terapêutica ou uso prolongado vai provocar efeitos secundários. Aliás, a sua ingestão tem algumas contra-indicações e efeitos secundários, nomeadamente em doses não terapêuticas pode provocar neurotoxicidade. Assim, a minha sugestão para um uso mais generalizado e sem grandes precauções é, sem dúvida, a sua utilização por via tópica (diluído num óleo ou base vegetal) ou por via da inalação (através de um difusor ou pequenas inspirações directamente do frasco). Ainda assim, na dúvida será sempre importante recorrer a um terapeuta credenciado para que não haja danos na sua saúde.

Exemplos da sua utilização em momentos de stress, ansiedade ou insónia: colocar 2 a 3 gotas diluídos num pouco de óleo base (ainda que este é dos poucos que podem ser utilizados directamente na pele) e podem aplicar no plexo solar ou na face interna do pulso e ir respirando profundamente; podem colocar 2 gotas na almofada antes de dormir ou então fazer pequenas inspirações directamente do frasco durante o dia.

Na Naturopatia, as plantas medicinais são obviamente um recurso constante, isto porque sabemos que temos nelas um aliado fortíssimo na prevenção e tratamento das mais variadas patologias.

No entanto, torna-se cada vez mais imperativo, o seu uso consciente, principalmente quando é um recurso como auto-medicação.

Ana Sofia Silva

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Ansiedade





Olá a todos!

Hoje venho falar-vos um pouco sobre a ansiedade e como é possível gerir este estado emocional, que cada vez mais ganha proporções preocupantes.




Todos nós temos momentos de ansiedade e isso é normal.

Agora, quando estes momentos passam a ser um estado constante e até mesmo debilitante, aí sim, podemos dizer que se torna de certo modo patológico. E infelizmente, cada vez mais, enfrentamos um consumo excessivo de ansiolíticos e antidepressivos químicos. Substancias essas, que a serem usadas só deveriam ser por períodos relativamente curtos, pois provocam dependências graves e alterações químicas, que podem ser prejudiciais a longo prazo. 

O stress é, sem dúvida, o maior factor causal da ansiedade. Segundo autores, o stress é o estado gerado pela percepção de estímulos, que provocam excitação emocional e, ao perturbarem a homeostasia, disparam um processo de adaptação caracterizado, entre outras alterações, pelo aumento da secreção de adrenalina, produzindo diversas manifestações sistémicas com distúrbios quer a nível fisiológico, quer a nível psicológico. 
Se a resposta ao stress gerar activação fisiológica frequente e duradoura ou intensa, pode precipitar um esgotamento dos recursos do sujeito com o aparecimento de transtornos psicofisiológicos diversos, entre eles a ansiedade.



É possível observar-se numa pessoa que vivencia um quadro de emoção alterada, uma série de mudanças, que vai desde uma alteração de actividade eléctrica nos músculos faciais e no cérebro até alterações no sistema circulatório e respiratório. 
Emoções como o medo, o desespero e a sensação de que nada funciona bem foi ligado à produção de substâncias neuro-químicas que podem reduzir a resposta imune e promover o processo de envelhecimento.
Já, por outro lado, os neurotransmissores criados por emoções positivas à vida, fortalecem o sistema imunitário e retardam o processo de envelhecimento. Os pensamentos positivos recorrentes podem ter um efeito a longo prazo no nosso bem estar. 


Esta tomada de consciência, a meu ver, passa a ser um importante mecanismo na gestão destas emoções e consequentemente no nosso estado de ansiedade.

Obviamente que tudo isto é um processo, não se consegue de um dia para o outro e muitas vezes precisamos de apoio.


Em Naturopatia conseguimos auxiliar na consulta através de algumas terapêuticas, que se complementam e dão ao organismo o que ele precisa para se reequilibrar.  



Temos na fitoterapia plantas excepcionais que ajudam a pessoa a ganhar uma maior resistência ao stress, que conseguem elevar os níveis de alguns neurotransmissores relacionados com o bem-estar e isso torna-se um grande aliado. 
Posso enumerar alguns exemplos de plantas que considero muito interessantes, como por exemplo:  o Ginseng indiano ou também conhecido por Ashawagandha (Withania somnifera), a Passiflora (Passiflora incarnata) ou até mesmo a Lavanda (Lavandula angustifólia). Para mim são excelentes exemplos de plantas que nos ajudam nos estados de ansiedade e numa melhor gestão das emoções.


Mas hoje vou também falar-vos de uma terapêutica complementar que não utilizava e que com o tempo me fui rendendo aos resultados maravilhosos que tenho conseguido - inclusivé comigo própria, sim porque não sou imune a estados de ansiedade - que é a terapia floral, mais propriamente os florais quânticos.


A terapia floral é vibracional, que se baseia em princípios biofísicos, pois visa equilibrar o organismo sob o ponto de vista energético, trazendo-o para uma condição de harmonia e bem-estar. Os florais harmonizam traumas e factores emocionais que impedem a cura física devolvendo a paz e aliviando os sofrimentos de forma não invasiva.



Quando falo em florais quânticos para além da essência vibracional, que vai entrar em ressonância com tecidos, órgãos e sistemas, falo também na terapia frequencial, em que vai modelar o padrão frequencial de cada um, ou seja, vai introduzir uma informação que altera o padrão frequencial do átomo, restituindo assim o equilíbrio dos órgãos.
Sabemos que ainda há alguma descrença dos efeitos dos florais, apesar dos resultados já obtidos e da comprovação científica. O efeito placebo também mencionado por alguns é descartado por estudos feitos em animais que são desprovidos de elementos neurofisiologicos, que poderiam levar à auto-sugestão.


Assim, o meu objectivo é, sem dúvida, ajudar na tomada de consciência e informar de opções bem mais naturais e com resultados sólidos e acima de tudo sem dependências ou efeitos secundários indesejados.

Fiquem bem!



Fontes:
Rev. psiquiatr. Rio Gd. Sul vol.25  suppl.1 Porto Alegre Apr. 2003
https://www.revistasaudequantica.com.br/Revistas/130-Revista-saude-quantica---15-edicao/



quarta-feira, 25 de março de 2020

A influência do sono no nosso sistema imunitário

Olá a todos!

Em Naturopatia privilegiamos vários aspectos do ser humano para que este possa ter qualidade de vida. Um deles é, sem dúvida, o sono.

E agora pergunto-vos: Sabiam que o sono interfere também no sistema imunitário? E como vai a qualidade do vosso sono? Já pensaram nisso?

Não é o meu objectivo estar aqui a descrever detalhadamente as várias fases do sono. Sabemos que este é dividido em 2 fases principais (sono REM e sono não-REM) e que o sono não-REM é dividido em 4 estágios. Este vai evoluindo em ciclos que podem durar cerca de 90 minutos. 

Agora, o importante é saberem que durante estes ciclos, acontecem várias reações fisiológicas, de forma a se poder manter uma certa homeostasia, como por exemplo:  a libertação da hormona do crescimento, uma redução na actividade do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal, eliminação de radicais livres, consolidação da memória,  aumento e activação dos linfócitos T (células imunitárias importantes no combate a agentes patogénicos), entre outras.

Aliás, em relação ao sistema imunitário, um estudo veio mostrar que o sono tem o potencial de aumentar a eficácia da resposta das células T (segundo a autora Dra. Luciana Besedovsky, investigadora do Instituto de Psicologia Médica e Neurobiologia Comportamental da Universidade de Tübingen, na Alemanha).
A diminuição do sono tem consequências como: alterar o metabolismo, aumentar a secreção da proteína C reactiva, interleucina (IL)-6 e o factor de necrose tumoral (TNF) - tornando-se assim um factor de risco às doenças inflamatórias e metabólicas de caracter crónico.

Um outro aspecto importante a mencionar tem a ver com a alteração do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal, que também mencionei acima.
A actividade deste eixo, que implica libertação de hormonas, como o cortisol e adrenalina, é intensificada para nos preparar a enfrentar situações de stress. É vital que este sistema seja activado quando necessário, agora é igualmente muito importante, que depois da situação estar controlada, a actividade deste eixo seja desactivada. E aqui reside o problema para a maioria das pessoas, ou seja, como vivem em constante stress, vão ter alterados os níveis de cortisol e adrenalina ao longo do dia, o que em última instância vai prejudicar a qualidade do sono e do sistema imunitário.


Assim, vale a pena começarmos todos a adoptar estratégias para melhorarmos ainda mais a qualidade do nosso sono.
Deixo-vos aqui algumas sugestões, principalmente para aqueles que já perceberam que não têm um sono reparador:
  • Começar a planear a sua hora de deitar, respeitando sempre que possível
  • Evitar aparelhos electrónicos (computador, telemóvel, televisão) pelo menos 1h antes de deitar
  • Criar um hábito de relaxamento antes de deitar (por exemplo: fazer respirações profundas, que podemos optimizar com a aplicação de um óleo essencial -Lavandula angustifólia- na almofada ou no peito.
  • Não fazer grandes refeições antes de deitar (o jantar deve ser pelo menos 3h antes da hora de deitar)
Se mesmo assim, constatarem que continuam com problemas de insónias, e antes de recorrer a medicação química, a Naturopatia pode ajudar com suplementação, adequada a cada caso, que não provoca habituação e que de uma forma mais natural vai ajudar o organismo a se regular.

Bons sonhos!
Fiquem bem


Fontes:
http://www.scielo.br/pdf/rbp/v29s1/a07v20s1.pdf
https://europepmc.org/article/med/29983013
http://www.sci-news.com/medicine/sleep-immune-cells-06913.html




sexta-feira, 20 de março de 2020

Evidências científicas acerca da Vitamina D

Olá a Todos!

Ainda na sequência da minha publicação acerca da ajuda da Naturopatia no reforço imunitário e falando em particular do contributo da vitamina D, achei importante partilhar um pouco mais de informação credível, uma vez que estamos numa altura crítica de combate ao vírus COVID-19.

Nesta partilha irei citar uma publicação do Dr. Celso Galli Coimbra, muito conhecido pelo seu tratamento - Protocolo Coimbra - onde utiliza altas doses de vitamina D em doenças autoimunes.


"Evidências científicas: falta imunidade inata em 90% da população mundial por carência de vitamina D – hormônio vital para a saúde"

Evidências de que a vitamina D, cuja deficiência afeta 90% da população mundial, devido à falta de exposição de extensão significativa da pele descoberta ao sol forte, por pelo menos 10 minutos diários, e ao uso indiscriminado de filtros solares,  protege contra infecções virais (na realidade contra qualquer infecção, mas essas publicações enfatizam as infecções virais)
Abaixo segue ainda um link que o próprio publicou, onde temos à disposição vários artigos científicos, dando a conhecer o potencial desta vitamina, também considerada uma importante hormona no nosso organismo, na regulação do nosso sistema imunitário e no combate em particular a infecções víricas.
Segue aqui o link:
https://scholar.google.com.br/scholar?hl=pt-BR&as_sdt=0%2C5&q=%22vitamin+D%22+virus&btnG=
Alguns dos artigos expostos:
Vale a pena fazer estas leituras, no entanto, para mim, o importante é que pelo menos ficam ainda mais conscientes e informados com esta minha partilha.
Boas leituras e boas escolhas!
Ana Sofia Silva

terça-feira, 17 de março de 2020

A Naturopatia no reforço do Sistema Imunitário



Olá a todos!

Numa altura crítica de combate ao vírus COVID-19, achei importante dar algumas sugestões para que possamos todos reforçar o nosso sistema imunitário e assim estarmos fortes e aptos a enfrentar este novo vírus, que nos tem dado tantos desafios.

Ainda vamos a tempo de prevenir o mais possível ou ajudar no tratamento de quem já possa estar a enfrentar este "bichinho".

A nível nutricional torna-se evidente a importância de algumas vitaminas e minerais, que são fundamentais ao nosso sistema imunitário. Este precisa de estar alerta e inteligente!
De ressalvar que nesta altura as dosagens são mais altas, que o normal, ainda que esteja aqui a colocar doses que não vão provocar dano.
  • Vitamina C - entre 3 a 5g/dia - em casos de tratamento podem ainda aumentar mais as doses
  • Vitamina D - cerca de 4.000UI/dia
  •  Zinco - 50mg/dia
Depois podemos ainda reforçar com:
  •  Probióticos - para reforçarmos a flora intestinal e assim contribuirmos uma vez mais a um bom sistema Imunitário
  •  Equinácea (Echinacea purpurea) - uma planta muito conhecida pela capacidade de estimular o nosso organismo em aumentar os glóbulos brancos e tem ainda uma acção anti-inflamatória e antiviral. Ter atenção - Não usar: mais de 2 meses seguidos, em doenças autoimunes, problemas hepáticos e na gravidez e aleitação.
  •  Óleo essencial de Eucalipto (Eucalyptus radiata) ou o óleo essencial de Árvore do chá ou vulgarmente conhecido por Tea Tree (Melaleuca alternifolia) - estes podem ser usados individualmente ou em conjunto - ambos são óptimos nesta altura de reforço da imunidade e no combate a vírus e bactérias.
Na impossibilidade de usar a Equinácea pode optar por determinados cogumelos, como por exemplo: o Reishi ou o Xitaque - ambos muito interessantes a nível nutricional e ricos em polissacáridos com propriedades imunoestimulantes.

Importante reforçar  uma boa alimentação (evitar ao máximo os alimentos inflamatórios que debilitam o organismo), beber água, manter a serenidade o mais possível, evitando o stress, o medo e a ansiedade, que só vão diminuir ainda mais a nossa capacidade de resistência.

Acima de tudo protejam-se e ajudem os vossos!

Se tiverem dúvidas, estou aqui para vos ajudar ;)
Sejam felizes e saudáveis!