segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A Necessidade de Suplementar a Vitamina D

A vitamina D está a surgir como o nutriente da década. São numerosos os estudos, que dão a esta vitamina excelentes benefícios nas mais diversas patologias, como por exemplo:
  • na redução do risco de doenças ósseas
  • em muitos tipos de cancro 
  • em doenças cardiovasculares
  • na diabetes mellitus
  • em doenças infecciosas bacterianas ou virais
  • em doenças auto-imunes
  • desordens a nível neurológico, etc...
Para a maioria das pessoas, a principal fonte de vitamina D é a sua conversão natural através da exposição à luz solar pelos raios ultravioleta B (UVB).
E por esse motivo, a pigmentação da pele de determinados povos foi-se adaptando ao longo de milhares de anos conforme as condições ambientais.
A pele escura protege contra os danos provocados pelo ultravioleta, mas também bloqueia o UVB de penetrar o suficiente nas camadas mais internas da pele e assim produzir a vitamina D3 (colecalciferol) através do 7-dehidrocolesterol presente na pele.
A pele clara produz mais facilmente a vitamina D, mas também está mais propensa a desenvolver melanomas ou outros tipos de cancro. E é aqui que entra os protectores solares.
No entanto e de forma a compreendermos melhor todo o processo, é importante referir que os protectores solares bloqueiam o UVB, o que vai limitar obviamente a produção desta vitamina. Têm realmente a sua utilidade em reduzir o risco de queimadura solar, mas também  não bloqueiam convenientemente o UVA, que é o que está mais ligado ao risco de melanoma. Daí, não só não estamos isentos de risco ao usar protectores solares, como muitos pensam, como estamos a reduzir substancialmente a produção da vitamina D, tão importante para a homeostase do organismo.
Os estudos realizados para compreender os efeitos reais desta vitamina na saúde são vários e incluem factores geograficos e temporais, onde as variações sazonais são factores influentes ao estado de saude e um bom exemplo disso é o Inverno, onde há uma menor exposição solar e é quando há uma maior incidência ao virus Influenza.
Existem também estudos, onde analisam grupos com suplementação de vitamina D, onde nos últimos 3 anos têm vindo a reportar a importância desta vitamina em doenças cardiovasculares, pois reduz a pressão arterial e mantêm o cálcio nos ossos e dentes, evitando assim a sua deposição nos tecidos vasculares e na Diabetes Mellitus tipo 2, onde reduz a resistência à insulina.
No cancro, ela tem um efeito primordial na diferenciação celular, inibindo a proliferação das células cancerígenas, a angiogenese e as metasteses e nas doenças infecciosas, ela estimula as defensinas e as células T, que fazem parte da nossa imunidade.
Podemos então concluir a veracidade da deficiência cada vez maior desta vitamina na sociedade actual e assim a necessidade da sua suplementação, uma vez que esta vitamina é essencial na maioria das funções metabólicas, musculares, cardíacas e neurológicas.

Fonte: Orthomolecular Medicine News Service, September 16, 2011 by William B. Grant, Ph.D.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Conhecer o inimigo - “Os Radicais Livres” e saber nos proteger!



O radical livre é um átomo ou molécula com um electrão isolado na sua órbita externa. Na prática, toda a molécula necessita de ter na sua órbita electrões aos pares, quando isso não acontece, a mesma se torna extremamente instável.

São vários os factores e fontes, que promovem a formação dos radicais livres em nosso organismo, de salientar o oxigénio que inspiramos (vital para a nossa sobrevivência, contudo uma pequena percentagem se transforma em radical livre – o superóxido), o sol, radiação, medicamentos, alimentos, conservantes, estabilizantes, a oxidação das gorduras (denominada por peroxidação lipídica) e o próprio metabolismo normal do organismo, que liberta radicais livres.

Em condições normais, existe um equilíbrio no nosso organismo, em que a produção desses radicais livres não ultrapassa a capacidade antioxidante do nosso sistema enzimático endógeno, que pode ser ainda apoiado pelo sistema antioxidante exógeno (através da ingestão de alimentos ricos em vitaminas, minerais e certos aminoácidos com funções antioxidantes ou através de suplementos desses mesmos nutrientes).

Podemos então dizer que o perigo é real e preocupante, quando esse equilíbrio não acontece, ou seja, quando a formação de radicais livres é superior à capacidade antioxidante do organismo, desenvolvendo-se assim o chamado “stress oxidativo”. Aí o organismo fica susceptível a desenvolver estados patológicos, isto porque os radicais livres atacam e alteram o ADN, as estruturas celulares, em especial as membranas celulares constituídas essencialmente por lípidos, ou seja, gorduras. Essas alterações membranares vão se repercutir sobretudo no próprio funcionamento da célula, ficando esta assim mais sensível a ataques de agentes infecciosos, químicos ou mesmo hormonais.

Actualmente, a ciência atribui, cada vez mais, aos radicais livres em excesso como sendo a causa ou consequência das mais diversas doenças crónicas degenerativas, assim como as doenças auto-imunes e principalmente as doenças infecciosas e/ou inflamatórias.

Conclusão: não podemos de modo algum negligenciar a importância de combater o já referido stress oxidativo e assim prevenir e manter uma saúde plena com qualidade de vida.

E agora perguntam: Como poderemos combater o Stress Oxidativo?
Como já foi anteriormente mencionado, todos nós temos capacidade enzimática de combate aos radicais livres, mas para que funcione a 100%, o nosso organismo não poderá ter deficiências nutricionais, isto porque certas vitaminas, minerais e aminoácidos são considerados co-factores e fundamentais à síntese e bom funcionamento desses complexos enzimáticos.
Para a obtenção desses nutrientes básicos e essenciais temos a alimentação, que deve ser variada e equilibrada e como complemento a suplementação, que cada vez mais é crucial, pois os alimentos já não possuem a riqueza nutricional de outrora e pior é que passam por processos de tratamento, muitos à base de químicos, que vão ser esses mesmos, um dos factores de formação de radicais livres.
 
Nutrientes essenciais com acção antioxidante:
Vitaminas complexo B
Vitaminas A, C e E
Os bioflavonoides como a quercitina, hesperidina, rutina, etc..
Minerais como o Zinco e o selénio
Aminoácidos como a metionina, cisteina
Glutationa (formado por 3 aminoácidos: cisteina, acido glutamico e glicina)

Mas podemos ter também componentes antioxidantes nas plantas, tais como:
Ginkgo biloba (Gikgo biloba L)
Cardo mariano (Silybum marianum L)
Curcuma (Curcuma longa L)
Chá Verde (Camellia sinensis L)
Pau de Arco (Tabebuia avellanedeae L)


Fontes:
Olszewer, Efrain – Clinica Ortomolecular (2ª edição). Edições Roca
Jurasunas, Serge – Revolução na Saúde (2ª edição).Editora Natipress

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A Importância das Vitaminas em Medicina Preventiva e Curativa


Já em 1973 Albert Szent-Gyorgyi, o cientista que isolou a vitamina C, dizia que as vitaminas se fossem utilizadas correctamente, podia-se ter resultados fantásticos na melhoria da saúde humana. No entanto, ainda hoje, mais de 100 anos depois, não damos o devido valor a estes nutrientes em medicina preventiva e curativa.
 
Isto acontece em grande parte pelas barreiras postas pela medicina alopática, que apenas usa uma ou outra vitamina, mas sem dar o devido valor às mesmas.
 
As vitaminas são essenciais para o bom funcionamento do organismo e combate a doenças. Fazem parte de reacções enzimáticas, na síntese de hormonas e neurotransmissores, metabolismo dos hidratos de carbono, proteínas e gorduras, são antioxidantes na sua maioria, protegendo-nos assim das consequências nefastas produzidas pelos radicais livres, entre muitas outras funções. Podemos assim, concluir, que as vitaminas são nutrientes vitais à saúde, no pleno sentido da palavra.

E já que iniciei a falar da vitamina C e uma vez que estamos numa altura propícia na prevenção de gripes e infecções, nada mais interessante do que ficarmos a conhecer um pouco mais esta fantástica vitamina e a sua importância.

Eis algumas da suas funções:  

1.Essencial para síntese de colagenio, proteína indispensável para a formação do tecido conjuntivo 
2. Combate as infecções bacterianas e virais
3. Diminui a incidência para a formação de coágulos sanguíneos 
4. Protege contra certos agentes cancerígenos (nitrosaminas) 
5. Importante no metabolismo do cálcio
6. Promove a absorção do ferro e facilita o armazenamento do mesmo na espinal medula, baço e fígado
7. Síntese de hormonas: adrenais, tirosina, oxitocina, colecistoquinina
8. Fortalece o Sistema Imunitário 
9. Considerado um potente antioxidante; Potencializa o efeito de outros antioxidantes; evita a oxidação do LDL-colestero 
10. Actua como anti-histamínico na prevenção das reacções alérgicas