O uso
das algas pelos povos costeiros remonta à Antiguidade. Foi no extremo Oriente
que mais cedo e com maior intensidade se popularizou o seu uso enquanto
alimento. Desde há 4000 anos que os documentos antigos chineses enaltecem as
virtudes das algas para uma boa saúde e qualidade de vida. (Sáa; 2003)
As algas são
consideradas um alimento funcional,
não só pela sua riqueza nutricional, pelo significativo conteúdo em: proteínas,
lípidos, minerais e vitaminas, mas também pelas suas substâncias ativas, tais como
os polissacarídeos e os polifenóis, que apresentam um interessante potencial
medicinal contra: o Cancro, Stress oxidativo, inflamação, alergia, Diabetes,
Obesidade, Hipertensão e outras doenças degenerativas que nos afetam cada vez
mais nos dias de hoje (Farideh N., et al.,2013;
Kari S., et al. 2013).
A Clorela (Chlorella
elipsoides Gerneck) da classe das Clorofíceas (alga verde) é uma microalga
originária das águas frias das zonas costeiras do Leste da Ásia (Japão e sul da
China), e que é nos dias de hoje cultivada, sobretudo, no Japão. Quanto à sua
constituição é de salientar sobretudo a existência de: clorofila, vitamina C,
vitaminas do complexo B, minerais - como o fósforo, magnésio, ferro, cálcio,
cobre, zinco e ainda, vestígios de cobalto. Contêm uma quantidade admirável: de
proteínas (cerca de 60%), glúcidos (20%) ácidos gordos e mucilagens
(polissacarídeos). (Cunha, et al.
2006)
A
Clorela (Chlorella vulgaris) é uma
alga extremamente rica em luteína, um carotenoide com ação antioxidante e muito
associado à prevenção e ao tratamento das cataratas (Sulich A., et al., 2015) e da Degeneração
Macular em adultos com idade avançada, sendo a causa de sérios problemas de
visão. Existem já provas substanciais da sua importância e eficácia na
prevenção do desenvolvimento da Degeneração Macular resultante do dano
oxidativo (Yang-Mu H., et al., 2015;
Hobbs RP., et al.,2014).
Em
estudos recentes, a administração de Clorela (Chlorella vulgaris) provou ter uma atividade antioxidante (Panahi Y., et al., 2013),
anti-inflamatória (Sibi G.,2015), anti-hipertensiva, imunomoduladora e
antidiabética (Taiki M., et al.,
2013).
Atualmente
uma outra aplicação terapêutica das algas é empregue no combate ao excesso de
peso devido ao seu alto conteúdo em proteínas e mucilagens, pois induz a
sensação de repleção gástrica, reduzindo assim o apetite. As suas mucilagens
apresentam um efeito emoliente, protetor das mucosas, e ainda, laxante, sendo
que a fração polissacarídea demonstra uma atividade estimulante do Sistema
Imunitário, atividade anti-tumoral e antiviral. (Cunha et al., 2006)
Não
nos podemos esquecer que a riqueza desta alga em clorofila torna-a num alimento
altamente desintoxicante do organismo.
Assim,
podemos concluir que a clorela tem um potencial enorme quer na prevenção quer
no tratamento de diversas patologias e que, sem dúvida, vale a pena inclui-la
no nosso dia-a-dia.
Boas escolhas!
Fonte:
Silva, A. Sofia; “A
Importância das Algas-Marinhas na saúde do Séc. XXI – Suplementação e
Alimentação”, 4ªEdição; Scientific Journal of Natural Medicine
(SJNM); pp. 05-18 (Junho 2015)

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