quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Clorela - uma super microalga


O uso das algas pelos povos costeiros remonta à Antiguidade. Foi no extremo Oriente que mais cedo e com maior intensidade se popularizou o seu uso enquanto alimento. Desde há 4000 anos que os documentos antigos chineses enaltecem as virtudes das algas para uma boa saúde e qualidade de vida. (Sáa; 2003)

As algas são consideradas um alimento funcional, não só pela sua riqueza nutricional, pelo significativo conteúdo em: proteínas, lípidos, minerais e vitaminas, mas também pelas suas substâncias ativas, tais como os polissacarídeos e os polifenóis, que apresentam um interessante potencial medicinal contra: o Cancro, Stress oxidativo, inflamação, alergia, Diabetes, Obesidade, Hipertensão e outras doenças degenerativas que nos afetam cada vez mais nos dias de hoje (Farideh N., et al.,2013; Kari S., et al. 2013).

A Clorela (Chlorella elipsoides Gerneck) da classe das Clorofíceas (alga verde) é uma microalga originária das águas frias das zonas costeiras do Leste da Ásia (Japão e sul da China), e que é nos dias de hoje cultivada, sobretudo, no Japão. Quanto à sua constituição é de salientar sobretudo a existência de: clorofila, vitamina C, vitaminas do complexo B, minerais - como o fósforo, magnésio, ferro, cálcio, cobre, zinco e ainda, vestígios de cobalto. Contêm uma quantidade admirável: de proteínas (cerca de 60%), glúcidos (20%) ácidos gordos e mucilagens (polissacarídeos). (Cunha, et al. 2006)

A Clorela (Chlorella vulgaris) é uma alga extremamente rica em luteína, um carotenoide com ação antioxidante e muito associado à prevenção e ao tratamento das cataratas (Sulich A., et al., 2015) e da Degeneração Macular em adultos com idade avançada, sendo a causa de sérios problemas de visão. Existem já provas substanciais da sua importância e eficácia na prevenção do desenvolvimento da Degeneração Macular resultante do dano oxidativo (Yang-Mu H., et al., 2015; Hobbs RP., et al.,2014).

Em estudos recentes, a administração de Clorela (Chlorella vulgaris) provou ter uma atividade antioxidante (Panahi Y., et al., 2013), anti-inflamatória (Sibi G.,2015), anti-hipertensiva, imunomoduladora e antidiabética (Taiki M., et al., 2013).

Atualmente uma outra aplicação terapêutica das algas é empregue no combate ao excesso de peso devido ao seu alto conteúdo em proteínas e mucilagens, pois induz a sensação de repleção gástrica, reduzindo assim o apetite. As suas mucilagens apresentam um efeito emoliente, protetor das mucosas, e ainda, laxante, sendo que a fração polissacarídea demonstra uma atividade estimulante do Sistema Imunitário, atividade anti-tumoral e antiviral. (Cunha et al., 2006)

Não nos podemos esquecer que a riqueza desta alga em clorofila torna-a num alimento altamente desintoxicante do organismo.

Assim, podemos concluir que a clorela tem um potencial enorme quer na prevenção quer no tratamento de diversas patologias e que, sem dúvida, vale a pena inclui-la no nosso dia-a-dia.

Boas escolhas!

Fonte:
Silva, A. Sofia; “A Importância das Algas-Marinhas na saúde do Séc. XXI – Suplementação e Alimentação”, 4ªEdição; Scientific Journal of Natural Medicine (SJNM); pp. 05-18 (Junho 2015)

Sem comentários:

Enviar um comentário